Transparência Itajubá tem nova diretoria

Dia 22-09-2015, foi realizada a Assembleia Geral Ordinária da Transparência Itajubá-TI e houve a eleição dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, que ficaram assim constituídos:

Conselho Deliberativo:

  • José Benedito de Almeida (presidente)
  • Melise Maria Veiga de Paula (vice-presidente)
  • Joel Lázaro Dias
  • Márcia Nishimaki
  • Messias José da Mota

Conselho Fiscal:

  • José de Oliveira Junior
  • José L Mafra
  • Paulo Sérgio Ribeiro Alves

Com a eleição do Conselho Deliberativo, foi realizada a escolha da nova Diretoria, que ficou assim constituída:

  • Presidente: Wander Rodrigues Machado
  • Vice-presidente: Romeu O. C. Kleinsorge
  • Diretora- Secretária: Valéria Tereza Gomes Cazarini
  • Diretor Financeiro: Moacir Pereira da Silva
  • Diretor Jurídico: Pedro Inácio Ribeiro
  • Diretor de Projetos: Joaquim Carlos Corrêa

A raposa e as uvas

(Fábula de Esopo e reescrita por La Fontaine)

Uma Raposa, morta de fome, viu, ao passar diante de um pomar, penduradas nas ramas de uma viçosa videira, alguns cachos de exuberantes uvas negras, e o mais importante, maduras.

Não pensou duas vezes, e depois de certificar-se que o caminho estava livre de intrusos, resolveu colher seu alimento.

Ela então usou de todos os seus dotes, conhecimentos e artifícios para pegá-las, mas como estavam fora do seu alcance, acabou se cansando em vão, e nada conseguiu.

Desolada, cansada, faminta, frustrada com o insucesso de sua empreitada, suspirando, deu de ombros, e se deu por vencida.

Por fim deu meia volta e foi embora. Saiu consolando a si mesma, desapontada, dizendo:

“Na verdade, olhando com mais atenção, percebo agora que as uvas estão todas estragadas, e não maduras como eu imaginei a princípio…”

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Moral da história: aqueles que são incapazes de aceitar os fatos reais tendem a depreciá-los, tentando diminuir o peso de sua frustração.

As opiniões formalizadas e a revolta popular, em prol dos interesses coletivos e que contrariam os seus interesses pessoais, provocam-lhes uma reação imediata. E na tentativa de desqualificá-las, sem nenhum escrúpulo, utilizam-se de artifícios inverídicos e até de ofensas verbais.

A DIRETORIA

O povo compareceu em massa à Audiência Pública e repetiu que não quer mais de 10 vereadores na Câmara

A Câmara realizou, na última quarta-feira, uma Audiência Pública com o tema “Número de vereadores e gastos para a próxima legislatura”.

O espaçoso auditório da Escola de Medicina ficou lotado, com muita gente em pé. 28 representantes do povo, adolescentes, adultos e idosos fizeram uso da palavra. Entre eles, estudantes, professores, empresários, empregados, profissionais liberais, aposentados, voluntários, representantes de entidades, sindicatos e de associações de bairros, e outros cidadãos. Chamou a atenção de todos a fala contundente e bem embasada dos estudantes Guilherme Campos e Pedro Rennó, que deram uma aula de democracia. O orador Christian da Finauto apresentou um abaixo-assinado com 800 assinaturas de pessoas que também não querem o aumento do número de vereadores.

O presidente da UNIFEI JR., Pablo Andery, e o vice-reitor da UNIFEI, Prof. Paulo Waki, contestaram as críticas à pesquisa, como tendenciosa, feitas pelos vereadores Joel e Rui Martins. Contestação já oficializada à Câmara pelo reitor da UNIFEI, Prof. Dagoberto Alves de Almeida.

Os Srs. Remy, presidente da ACIEI, e Guilherme Garnett, presidente da CDL, falaram em nome das entidades que se uniram em defesa da vontade do povo e contrataram junto a UNIFEI JR. a pesquisa que mostrou que 91,4 % da população não querem mais de 10 vereadores na Câmara. As outras entidades são: o SIMMMEI, o SindComércio de Itajubá, o Lions Clube Itajubá Centro, o Rotary Club Itajubá 19 de Março e a Transparência Itajubá.

A tônica da fala dos representantes do povo, que receberam muitos aplausos, foi principalmente quanto ao seguinte:

– por que, em 2013, logo no início do mandato, sem ouvir o povo, numa quinta-feira da semana do Carnaval, foi aprovado o aumento do número de vereadores? Por que não houve audiência pública na época para que a população pudesse opinar?

– por que votaram em causa própria para facilitar a sua reeleição?

– se falam tanto em representatividade, por que não querem ouvir a vontade do povo, em que 91,4 % da população não querem mais de 10 vereadores na Câmara? Falaram que os vereadores devem servir ao povo e não atender aos seus interesses individuais.

-compararam os salários de R$ 6.506,55 dos vereadores com os míseros salários de professores e de agentes de saúde.

-foi uma constante o pedido para que os vereadores baixassem os seus salários.

-falaram dos gastos com viagens e das elevadas diárias.

-criticaram a atuação de vereadores.

-questionaram a qualidade de vereadores.

E a diversidade de profissões, funções exercidas, nível de escolaridade e de classe social, dos oradores e das pessoas presentes na plateia, derrubou o argumento do vereador Rui Martins de que é um grupo de instituições que não quer mais de 10 vereadores e também do vereador Joel que diz que não é o povo e, sim, a elite que não quer o aumento do número de vereadores.

Terminada a fala dos representantes do povo, os vereadores Joel e Rui Martins subiram à tribuna, mas devido às vaias recebidas desistiram de concluir a sua fala. O vereador Ricardo Mello que, na época, votou contra o aumento para 17 vereadores, ratificou o seu posicionamento a favor de 10 e foi bastante aplaudido. O vereador Santi, presidente da Câmara disse que vai levar para a apreciação da Mesa Diretora as reivindicações para redução dos salários dos vereadores. Também foi aplaudido. O vereador Wilson Marins pediu desculpas por ter votado a favor de 17 e confirmou que é favorável a 10 vereadores. O vereador Valdomiro, embora com algumas contestações, disse que ainda é a favor de 17, mas mostrou-se indeciso após essa Audiência.

O vereador Robson Vaz, que coordenou os trabalhos, também recebeu algumas contestações. Falou da necessidade da redução dos gastos da Câmara e sobre os questionamentos feitos sobre a qualidade dos vereadores. Mas se omitiu quanto ao motivo principal da Audiência Pública, que foi a maior reivindicação dos oradores e da plateia que é a manutenção de 10 vereadores na Câmara. Coincidentemente, na semana do Carnaval de 2013, quando foi votado o aumento para 17 vereadores, sem ouvir o povo, ele era o presidente da Câmara. Agora, foi dele a iniciativa para a realização dessa Audiência Pública, como também foi quem teve a responsabilidade de coordená-la e de ouvir, em alto e bom som, a confirmação do povo, que lotou o auditório, de que 91,4 % da população não querem mais de 10 vereadores na Câmara.

Esperamos que essa Audiência Pública tenha validade e a vontade do povo, também expressa na referida pesquisa, seja ouvida pelos senhores vereadores, porque democracia é a forma de governo em que a soberania é exercida pelo povo.

A DIRETORIA

Mais vereadores? Digo não. Amo Itajubá!

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Resultado de pesquisa contra o aumento do número de vereadores é apresentado na Câmara

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Itajubá-CDL, a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Itajubá-ACIEI, o Lions Clube Itajubá Centro, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Itajubá-SIMMMEI e o Sindicato do Comércio Varejista de Itajubá-SindComércio, além de encaminhar ofício solicitando a reflexão dos vereadores para rever o aumento do número de cadeiras na Câmara, também contrataram uma pesquisa junto à UNIFEI JR., com a participação da Transparência Itajubá-TI. Recentemente, o Rotary Club Itajubá 19 de Março enviou também ofício ao presidente Antonio Raimundo Santi, apresentando o seu apoio para o restabelecimento de 10 vereadores.

Na última reunião da Câmara, dia 03, foi apresentado o resultado dessa pesquisa. 91,4 % dos itajubenses querem a Câmara com 10 vereadores e 95,1 % são contra o aumento para 17 vereadores. E 77,1% dos entrevistados disseram que conheciam o Projeto de Lei aprovado para o referido aumento do número de vereadores.

Fazendo uso da tribuna, o diretor-presidente da UNIFEI JR., Pablo Andery apresentou os dados da pesquisa, o presidente da ACIEI, Remy de Andrade Filho, e o presidente da CDL, Guilherme Garnett, falaram em nome das citadas instituições. O presidente Remy disse: “Os vereadores, portanto, representam a vontade popular. Legislam e fiscalizam representando a vontade popular;” “Sendo assim, a vontade comunitária, ela, sobrepõe à vontade partidária e indiscutivelmente se sobrepõe à vontade pessoal de cada um dos senhores”; “Então, representatividade não devemos analisá-la pelo sentido da quantidade. Poderemos ter 100 vereadores aqui. Se nem um deles abrir os ouvidos para o que a população quer, haverá representatividade? Tanto faz 10 ou 17, nesse entendimento”; “Não existe vereador de bairro, não existe vereador de igreja, não existe vereador de profissão, o vereador é do município. Uma vez eleito, ele representa a vontade de toda a população”; “Deixo então aqui o meu apelo para que, em particular nesse caso específico que estamos lidando, nós temos 91,4 % da população que não querem que se aumente um único vereador. Porque, hoje em dia com esse desgaste todo da classe política, o entendimento que se tem é que se pode colocar 20 ou 30 aqui dentro, eles não abrem os ouvidos para a gente, não faz diferença. Talvez possamos querer mais quando os senhores nos escutar melhor. Nesse momento não. Então, eu peço aos senhores a gentileza de levar isso em consideração para que possam ter um resultado mais próximo da vontade popular”.

O presidente da CDL, Guilherme Garnett, falou: “ Por isso, que a gente está vindo aqui hoje, solicitando que vocês pensem melhor naquilo que foi resolvido lá em 2013. Essa pesquisa foi feita dentro de padrões científicos. Feita pela UNIFEI JR., com a orientação de professores da UNIFEI. Ela serve mesmo, como o Remy falou, como parâmetro, como um demonstrativo da vontade do povo.”

Os vereadores Ricardo Mello e Wilson Marins disseram que a pesquisa veio confirmar as manifestações frequentes do povo contra o aumento do número de vereadores. Ambos defendem 10. O vereador Wilson Marins disse ainda que, equivocadamente, em 2013, votou a favor de 17.

O Vereador José Maria Bão, disse que, no início do mandato, um momento novo, votou em 17, contrariando amigos e eleitores, mas atualmente assinou para 13. Disse que o Bairro Rebourgeon ficou fora da pesquisa. Equivocou-se, porque, segundo a UNIFEI JR., além de outros bairros menores pesquisados, esse Bairro foi classificado entre os 13 maiores bairros de Itajubá para receber a pesquisa.

O vereador Robson Vaz disse que a pesquisa foi boa, mas poderia ser melhor. Falou que faltou pergunta sobre redução de gastos. O que ele defende é uma compatibilização entre representatividade e custos da Câmara.

O vereador Joel, logo no início de sua fala, demonstrou desconhecimento sobre uma das principais perguntas do questionário. A pergunta é: Você é a favor do aumento do número de vereadores de Itajubá? 91,4 % disseram não. E ele entendeu que essas pessoas não querem nenhum vereador. Falou: “Mas me deixam dúvida os formulários dessas perguntas, elas são tendenciosas a uma resposta”. Para ele representatividade é quantidade de vereadores. O que repetiu na sua fala no Grande Expediente da Câmara. Disse que se fossem 20 vereadores, ele votaria. O vereador Joel, ao se referir à história da Câmara de Itajubá antes de ter 10, ele tem falado somente em câmaras com 15 vereadores. Acontece que os anais da Câmara registram que já houve 07 câmaras com 07 vereadores, 06 câmaras com 09, 02 câmaras com 08, 02 câmaras com 05, 06 câmaras com 11, 01 câmara com 12 e 02 câmaras com 13. Mas, nessa época, vereador não recebia salário. Mesmo com 15, durante muito tempo, vereador também não recebia salários e nem tinha gabinete e assessor. Somente a câmara com 10 vereadores passou a ter gabinete e assessor.

O vereador Rui Martins disse que: “a maioria dos entrevistados não tem representatividade aqui hoje”. Acontece que a inscrição para o uso da tribuna era para as instituições que contrataram a pesquisa. E se limitava à apresentação da mesma. Por isso, não houve uma mobilização geral da população para comparecer à Câmara. Falou também: “É essa pesquisa para mim, pelo pouco conhecimento que tenho ainda, conhecimento científico, não é confiável”; “ Foi extremamente tendenciosa”

Portanto, na fala do vereador Rui Martins e na do vereador Joel, houve a tentativa de desqualificar o trabalho realizado pela UNIFEI JR. e de atingir os responsáveis pela pesquisa. A história sobre pesquisa tem mostrado que quando os resultados não interessam a algumas das pessoas envolvidas, já é esperado que elas tentem contestá-las e desqualificá-las.

O presidente da Câmara, vereador Santi, falou que mesmo que na audiência pública haja propostas para redução de salários de vereadores, assessores e servidores, a decisão final é de competência da mesa diretora. Se a audiência pública programada é para discutir a relação gastos X número de vereadores, perguntamos: para que, então, audiência pública? Já que, também, com relação ao debate sobre o número de vereadores, por mais bem organizada que seja, por maior que seja a participação popular, por mais argumentos sejam apresentados, a nosso ver, os resultados não mudarão a vontade de 91,4 % dos itajubenses que querem a Câmara com 10 vereadores e 95,1 % que são contra o aumento para 17 vereadores.

Câmara de Atibaia aprova a redução do número de vereadores de 17 para 11

Atibaia-SP tem uma população de 135.895 habitantes. De acordo com a Emenda Constitucional nº 58, poderia ter 19 vereadores. O orçamento do município para 2015 é de R$ 444 milhões. Enquanto que o de Itajubá é de apenas R$ 179 milhões. Logo, o orçamento da câmara de Atibaia, certamente, comporta 19 vereadores. Mas, por inciativa dos próprios vereadores, eles não querem 19 e nem 17. Reduziram o nº para 11.

A exemplo de vários outros municípios, não é porque o orçamento comporta que a câmara tem de ter até o máximo de vereadores possíveis. Como disseram no texto abaixo, a justificativa para a alteração é para “gerar maior economia aos cofres públicos” e “primando pelo princípio da legalidade, economicidade e eficiência”

Transcrevemos informações publicadas, em 27/06/2014, Por: Assessoria de Imprensa Câmara Municipal da Estância de Atibaia:

“A Câmara realizou, na noite de quarta-feira, 25 de junho, a segunda votação do projeto de emenda à Lei Orgânica, que reduziu o número de vereadores, dos atuais 17 para 11. O projeto, com data de 14 de abril, foi assinado pelos 17 vereadores. A mudança vale para a próxima legislatura – haverá eleições municipais em 2016, com posse dos eleitos em janeiro de 2017.”

“A alteração sugerida, conforme a justificativa do projeto, visou adequar o quadro de vereadores da Casa de Leis à realidade dos municípios próximos e com população maior ou semelhante à de Atibaia, de forma a gerar maior economia aos cofres públicos.”

“Desta forma, primando pelo princípio da legalidade, economicidade e eficiência apresentando esta emenda, contamos com o apoio dos nobres vereadores, afirmou a justificativa ao projeto.”

Fonte: www.camaraatibaia.sp.gov.br

Rotary Club Itajubá 19 de Março também se manifestou a favor de só 10 vereadores

Foi lido na sessão da Câmara, dia 20 deste mês, ofício que o Rotary Club Itajubá 19 de Março enviou ao seu presidente Antonio Raimundo Santi, apresentando o seu apoio para o restabelecimento de 10 vereadores e não 17, conforme já tinha sido aprovado.

Anteriormente, já tinham encaminhado ofício à Câmara, manifestando-se contra o aumento do números de vereadores, as seguintes instituições:

– Câmara de Dirigentes Lojistas de Itajubá-CDL

-Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Itajubá-ACIEI

-Lions Clube Itajubá Centro

-Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Itajubá-SIMMMEI

-Sindicato do Comércio Varejista de Itajubá-SindComércio

‘Foi uma vitória’, diz empresária que fez vereadores desistirem de aumento na cidade de Santo Antônio da Platina

Empresária fez vereadores desistirem de aumento de salário. Ao invés do aumento, os vereadores aprovaram uma redução de salário!

Somente com a união da população itajubense é que conseguiremos o mesmo para o nosso município.

Clique aqui para ver a reportagem completa.

 

Pesquisa quer saber se moradores são a favor do aumento de vereadores em Itajubá (MG)

“Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe o poder” Abraham Lincoln

Por Ana Maria Sales

Já não é de hoje que se questiona a postura e as atitudes das pessoas diante da oportunidade de exercerem qualquer tipo de poder. Abraham Lincoln possivelmente nem estava sendo assim, tão original, pois certamente esta conclusão aconteceu muito antes dele. Mais do que o caráter, acredita-se, há muito tempo, que se pode conhecer toda a personalidade de uma pessoa, observando a forma como ela lida com o poder que tem condições de exercitar.

Esta filosofia divulga e legitima a ideia de que, quando uma pessoa tem a possibilidade de se impor aos demais, pode mostrar-se generosa ou medíocre.

Os generosos são aqueles que sabem o quanto o poder é efêmero e transitório. Atentos à sua condição provisória, buscam sabedoria, portam-se com humildade, são agregadores e, acima de tudo, são justos e honestos. Já os medíocres (que infelizmente existem com certa fartura), apegam-se ao poder como se este fosse inalienável.

Estes medíocres poderosos fazem questão de tripudiar dos humildes e parecerem humildes perante os poderosos, tendo ainda a coragem de se declararem humildes, e, na maioria das vezes, profissionais.

Lord Acton, o historiador inglês, afirmou: “o poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente”. O mais interessante é que, diante de um poder que não conheciam e que lhes foi outorgado modificando o rumo de suas relações com os outros, algumas pessoas tendem a justificar suas mediocridades se escondendo atrás de falácias do tipo: “sou franco e transparente – falo o que tenho que falar na cara”, sou curto e grosso” ou “sou extremamente profissional”. Trata-se de uma defesa contra o lado obscuro que foi aflorado e que de certa forma ainda pode ser causa de vergonha. Estas justificativas tentam legitimar as grosserias, indelicadezas, a falta de educação e gentileza, e, o que é pior, a má vontade, a intolerância, a falta de companheirismo, ou seja, a mediocridade.

Outra mudança imediata diz respeito à forma de se expressar e comunicar. A conversa pode se tornar autoritária e ameaças passam a fazer parte do repertório. Se o poder adquirido está ligado a um outro organismo ou pessoa, este é citado a todo o tempo, como se fosse um ser onipresente, onipotente e onisciente, pronto a vir autenticar o poder que está sendo exercido. Esta mudança corrobora o que respondeu Maquiavel ao ser questionado se era melhor ser amado que temido. O célebre autor de O Príncipe não teve dúvida: “os dois, mas se houver necessidade de escolha, é melhor ser temido do que amado”. Os medíocres poderosos acreditam piamente nessa máxima.

E por fim a mudança mais imponente: o fenômeno da “desidentificação”. Aquelas pessoas que eram amigas e ofereciam apoio e aliança ao que se tornou poderoso, passam a ser vistas como arquivos vivos dos seus defeitos.

O poder leva a pessoa a não se identificar mais com aqueles que faziam parte de suas relações, sejam familiares, vizinhos ou colegas de profissão.

E após estas mudanças, nada mais tem volta. O poder um dia acaba, porque tudo acaba, e isso é certo, e o “poderoso” fica sem saber onde foi que errou, culpando as pessoas, por serem incompetentes e incapazes de lhe acompanharem em sua heroica e maravilhosa jornada.

Sem essa visão positiva do poder, vamos continuar a conviver com os medíocres, que iludidos com sua efêmera parcela de poder, passam a vida distribuindo autoritarismos e afetando vidas sem nenhum discernimento e integridade, vivendo guiados por suas vaidades e egoísmos.

(Ana Maria Sales é Psicóloga, orientadora vocacional, consultora em recursos humanos e palestrante nas áreas de relacionamento pessoal e profissional).

Fonte: vivaitabira.com.br

A DIRETORIA